Na única escola de ensino médio de Arneiroz, na Região dos Inhamuns, não há “tablets” nem lousas digitais 3D. Muitos dos 300 alunos que frequentam as aulas à tarde e à noite vêm da zona rural e viajam horas de pau de arara para estudar em um prédio construído há 41 anos com problemas de estrutura.
Contando apenas isso, ao leitor custaria acreditar que a Escola Maria Dolores Petrola, da Arneiroz de 7.650 habitantes, é uma das seis escolas do País finalistas do Prêmio Gestão Escolar, que há 12 anos premia experiências bem-sucedidas de escolas públicas.
A escola cultiva projetos simples e a integração entre alunos, professores, pais e comunidade. O abandono escolar, que em 2008 abrangia 14,2% dos alunos, passou para 6,98% em 2009, e caiu a 2,32% no ano passado, cita o diretor Leirismar Feitosa.
Ele conta que a reunião de pais e mestres é lotada. “É só avisar que os pais vêm mesmo. Se alguém falta, eu me sento na praça para saber por que não foi”, descreve. Em momentos em que a escola se enche, a escola apresenta seus “campeões da aprendizagem”. O projeto premia com uma comenda os melhores estudantes.
Partindo da ideia de que muitos dos problemas de aprendizagem podem ser superados com o aprimoramento da leitura, a escola também desenvolve o projeto “Quem lê sabe mais”. A partir de uma tarefa específica, explica o diretor, conteúdos de Biologia e Matemática, por exemplo, são introduzidos por meio da leitura de textos.
Pensando no ingresso ao ensino superior, a escola investe no cursinho de Redação, aberto à comunidade, e no projeto “O POVO no Enem”, plataforma on line em que os alunos podem se preparar para a prova.
“Quando se aproxima o Enem, os alunos vêm até de manhã’’, detalha Leirismar.
F - O POVO

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