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sábado, 28 de janeiro de 2012

Ceará: Valor do salário de admissão no Estado é o 5º pior






Subindo abaixo da inflação, o salário médio de admissão no Ceará no ano passado foi de R$ 728,61, o quinto mais baixo entre os estados brasileiros. 

De 2010 - quando valia R$ 707,44 - para 2011, a remuneração inicial dos trabalhadores cearenses avançou 2,9%, percentual inferior à inflação oficial do período medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que foi de 6,5%.

No País, apenas Piauí (R$ 699,62), Paraíba (R$ 689,04), Alagoas (R$ 705,23) e Rio Grande do Norte (R$ 707,86), todos da região Nordeste, apresentaram níveis inferiores.

Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2011.

 

´Paradoxo´
Para o supervisor regional do Dieese no Ceará, Reginaldo Aguiar, os dados demonstram um paradoxo entre o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado e os baixos valores pagos aos trabalhadores.

"É incompreensível e injustificável que o salário da terceira economia do Nordeste seja inferior ao desses estados (como Sergipe, Acre, Amapá, etc).

Isso revela uma falta de conexão entre o desempenho da atividade econômica e a consequente transferência desse crescimento para a remuneração, o que nos leva a constatar que o fato de o PIB do Ceará crescer mais que nesses estados não ajuda a atenuar a diferença entre os ricos e pobres", analisa.

 

Agravante

De acordo com ele, outro agravante é a rotatividade do quadro de funcionários, por meio da qual demite-se alguém que ganha mais para contratar um novo funcionário pagando-lhe menos. "É um mecanismo perverso utilizado para jogar os salários para baixo", critica.

Ele refuta a opinião de analistas que defendem a tese de que o trabalhador cearense é desprivilegiado na remuneração porque tem qualificação profissional inferior. "Isso é um absurdo. O grau de desenvolvimento daqui é muito maior do que o do Piauí, por exemplo", contesta.

 

Diferença de gênero

Os baixos salários são ainda mais notáveis no Ceará para a mão-de-obra feminina. As mulheres, na média, amargam o recebimento de somente R$ 694,66 ao serem contratadas. Já os homens ganham R$ 744,33, quantia 7,2% maior do que a obtida pelo sexo oposto.

Essa diferença, que existe historicamente, aumentou ainda mais no ano passado. Em 2010, o proletariado masculino "somente" ganhava 5,2% a mais que as mulheres.

"Esse é um problema grave que afeta o Brasil inteiro", diz. Ao contrário do que se pensa, ressalta Aguiar, essa diferença é menor justamente nos estados de nível social inferior, mas por um motivo ruim: "nesses lugares, os salários são muito nivelados por baixo. Homens e mulheres ganham pouco, portanto, não há como haver grandes divergências", explica.

 

No País

Em todo o País, os salários médios de admissão em no ano passado registraram um aumento de 3,12% em relação ao ano anterior. Os valores passaram de R$ 888,89 em 2010, para R$ 916,63 em 2011. 

Os estados que registraram os maiores salários médios de admissão foram São Paulo, com R$ 1.129,41, Rio de Janeiro, com R$ 1.030,69 e Distrito Federal (R$ 935,22).

 
Crítica

"A rotatividade nas empresas é um mecanismo perverso utilizado para jogar os salários para baixo"

Reginaldo Aguiar
Supervisor Regional do Dieese no Ceará



DN 

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