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sábado, 14 de janeiro de 2012

Mulher morre com os três filhos na hora do parto por demora de atendimento

 
 
“Filho, ela volta, mas não agora”. A frase encerrou a entrevista que Regildo Lira Freire, de 33 anos, atualmente desempregado, deu ontem ao DIÁRIO, no bairro Nova República, em Santarém. 
Na quarta-feira, a mulher dele, Meicilane de Souza Freire, de 26 anos, grávida de trigêmeos, morreu no corredor do Hospital Municipal, sem atendimento médico, junto com dois bebês. Um dos bebês ainda permaneceu em observação, mas morreu 13 horas depois.
“Agora eu não sei o que vai acontecer comigo. 
Eu não sei viver sem ela e tenho que explicar pros meus filhos que a mãe deles não vem mais, pois toda noite eles perguntam por ela”, acrescenta Regildo, que tenta se recuperar do choque. Há dez anos ele estava casado com Meicilane, com quem teve outros dois filhos, atualmente com quatro e com seis anos. Regildo passa por tratamento da síndrome do pânico, que o obrigou a abandonar o trabalho de mototaxista.
Ele fica mais revoltado quando lembra que foi correndo para o Hospital Municipal, logo após o enterro da esposa e dois bebês, pois tinha certeza que encontraria um dos trigêmeos. Mas, a tristeza lhe tomou por completo, quando chegou ao hospital, por volta da 18h, e encontrou o corpo do filho que havia morrido às 12h30.
“Fui visitar o filho, mas ele já estava morto”, diz, inconsolável, acrescentando que foi muito traumático pra ele ter que desenterrar o corpo da esposa com os dois bebês para colocar o corpo do outro filho. “Tive que enterrar minha esposa duas vezes”.

Na próxima terça, o viúvo, a mãe de Meicilane e a cunhada têm audiência marcada com o secretário de Saúde do município, o médico Emanuel Silva. Mas, antes, eles garantem que irão procurar a polícia e o Ministério Público para pedir a instauração de procedimento investigativo para punir os culpados. 
 
Entre eles, conforme os familiares, o Hospital Municipal e a médica Taís Mesquita, que teria liberado a paciente, mesmo diante do risco que ela corria.

Ontem à noite, em entrevista à imprensa, o secretário Emanuel Silva disse que a direção do Hospital Municipal instaurou processo administrativo para apurar a falta de atendimento que teria resultado na morte da paciente.
 
 
 
F - Amigo

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