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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Barbalha – CE: Ceasa Cariri inicia vendas mesmo sem inauguração



 


A Central de Abastecimento do Cariri (Ceasa – Cariri) começa a funcionar parcialmente sem data prevista ainda para a inauguração. A maioria dos permissionários ocupou pavilhões da Central desde a última quarta-feira. No primeiro dia de comercialização foram cerca de 350 toneladas de produtos.

Foram mais de 30 variedades de produtos, desde frutas a legumes. Boa parte dos boxes está sem funcionamento, por conta das adaptações dos permissionários desses espaços. Segundo a diretoria técnica da Ceasa, o foco inicial das atividades é dar prioridade aos vendedores da região. 

Cerca de 60 vendedores de atacado que atuavam no Mercado do Pirajá, em Juazeiro do Norte, passaram a comercializar os seus produtos na Ceasa. Com o novo espaço, alguns compradores estão estranhando a distância maior, mas a meta é que haja divulgação de forma ampliada, para atrair mais compradores.



Perímetros irrigados

De início, estão sendo comercializados produtos, em sua maioria, adquiridos na própria região, além dos perímetros irrigados da Paraíba, de Juazeiro da Bahia e Petrolina e também produtos de outras regiões do País. 

A meta é comercializar por ano cerca de 80 mil toneladas de alimentos. Atualmente está sendo ocupado um dos quatro galpões e parte de outro que será divido com os produtores da agricultura familiar. A ocupação de todos os galpões deverá acontecer apenas após a inauguração, que deveria ter acontecido no início do mês e foi adiada.

Mas, segundo o diretor técnico César Nogueira, o primeiro dia de operacionalização, na quarta-feira passada, superou as expectativas, com a movimentação a partir das 3 horas até às 14 horas. A Central começa a ser abastecida a partir das 18 horas.

Alguns comerciantes estão satisfeitos com o início dos trabalhos e o espaço maior para comercializarem. Os preços são os mesmos praticados no mercado do Pirajá. A prioridade na comercialização é para as atividades do mercado de atacado.

O comerciante Irineu Nunes da Silva veio do mercado do Pirajá. Ele avalia que para os primeiros dias de funcionamento a comercialização está num ritmo bom. Espera que possa melhorar com o passar dos dias, mesmo com a concorrência maior no espaço. A maior movimentação dos feirantes acontece nas quartas-feiras e no sábado.

Para o comerciante José Araújo do Nascimento, do Estado do Pernambuco, a Ceasa possibilita uma abertura maior para a venda dos produtos, por estar numa área estratégica, mas considera o movimento ainda pouco para os primeiros dias. O primeiro dia foi melhor, mas se não vender logo o que sobra é possível ter até prejuízo.

Mas ele afirma que pontos positivos como a segurança e higiene são indispensáveis, já que no Pirajá não estava comportando tantas pessoas.

Segundo a diretoria técnica da Ceasa no Estado, todos os espaços reservados para os boxes já podem ser preparados pelos cessionários, com as instalações dos equipamentos.

 Quanto ao espaço destinado aos produtores da agricultura familiar, que tomam parte de um dos quatro pavilhões, a Ematerce está realizando o cadastramento dos produtores.
César Nogueira afirma que a região do Cariri possui um potencial de produção e comercialização que poderá surpreender, centralizando o comércio atacado. Hoje, apenas Juazeiro do Norte chega a ser abastecido por 22 Municípios do Estado, e é responsável pelo abastecimento de 43 cidades, incluindo Municípios da região. 

Esse número poderá crescer com a disponibilização de um espaço adequado. Serão 150 espaços de 4,80 metros quadrados destinados aos agricultores familiares.

Para dar vazão às atuais 75 mil toneladas de hortigranjeiros comercializadas por ano no Cariri, a nova Ceasa inicia suas atividades com uma área construída de mais de seis mil metros quadrados, sendo metade destinada exclusivamente à comercialização, em dois pavilhões, da agricultura familiar, e dos vendedores do mercados de Juazeiro, Barbalha e Crato. Quando o volume de vendas ultrapassar as 200 toneladas/ano, um novo pavilhão será construído, elevando a capacidade máxima em 215%.

Na segunda fase do projeto serão construídos mais três galpões, numa área que poderá chegar a 20 hectares. O local escolhido para a obra fica na margem da rodovia que liga o Município de Barbalha a Juazeiro do Norte, estrada considerada estratégica para atingir não apenas a área conhecida como Crajubar, mas também outros 30 Municípios do Ceará, Paraíba, Bahia, Piauí e Pernambuco. O investimento na Ceasa é de R$ 15 milhões.



Mais informações
Central de Abastecimento do Cariri (Ceasa – Cariri)
Avenida Leão Sampaio, S/N
Barbalha – Ceará
Telefone: (88) 3532.2489



Diário do Nordeste

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