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segunda-feira, 12 de março de 2012

Inteligência investiga a origem de explosivos usados por quadrilhas




Setores de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e das polícias Civil e Militar trabalham em investigações conjuntas com o objetivo de descobrir a origem dos artefatos que estão nas mãos de bandidos. O uso de explosivos tornou-se comum nas ações de quadrilhas que vêm atacando bancos e sitiando cidades do Interior do Estado do Ceará.

Somente neste ano, três assaltos a bancos, com o uso de explosivos, foram registrados no Ceará. O primeiro, no dia 4 de janeiro, quando uma quadrilha atacou a agência do Banco do Brasil da cidade de Solonópole (275Km de Fortaleza). Depois, no dia 7 de fevereiro, o ´alvo´ dos ladrões usando artefatos foi a agência do BB da cidade de Madalena (186Km da Capital).

 
Destruição

Por último, ocorreu o assalto ao Banco do Brasil de Banabuiú (214Km de Fortaleza), na tarde do dia 1º de março, quando os ladrões usaram uma carga de explosivos tão intensa que a detonação dos artefatos causou a completa destruição da agência bancária, e ainda, atingiu uma escola vizinha.

"Praticamente, todo o prédio foi demolido, e por, ironia do destino, só ficaram de pé os caixas eletrônicos que os bandidos queriam explodir", disse um policial civil da região, destacado para dar início às primeiras investigações em torno do fato.

No ano passado, a SSPDS fez o registro de 37 ataques a bancos em todo o Estado, incluindo aqueles considerados ´clássicos´ (em que bandidos armados invadem a agência, fazem reféns e levam o dinheiro, sem usar dinamite), os arrombamentos de caixas (com o uso de maçarico ou outros apetrechos) e, ainda, aqueles em que as quadrilhas explodem os caixas eletrônicos ou mesmo o cofre-forte.

Em 15 dos 37 assaltos do ano passado, os criminosos usaram artefatos explosivos para violar os equipamentos onde estava acondicionado o dinheiro. Estes episódios ocorreram nas cidades de Cariús (03/03), Pires Ferreira (02/06), Groaíras (07/06), Parambu (14/6), Apuiarés (22/06), Caridade (06/07), Quiterianópolis (15/07), Hidrolândia (03/08), Ibicuitinga (02/09), Ocara (28/09), Fortaleza (06/10), Jaguaretama (13/10), Palmácia (26/10), São Gonçalo do Amarante (01/12), e, por último, na cidade São João do Jaguaribe (03/12).

Especialistas em explosivos ouvidos pela Reportagem explicam que, apesar de o acesso aos artefatos estar sendo fácil, o mesmo não ocorre em relação ao manuseio do material destrutivo. 

"Estamos vendo nestas ocorrências que eles não sabem quantificar a carga necessária para a abertura dos equipamentos. Usam carga em demasia, destoem os prédios e, em vários casos, destroem também o equipamento e dinheiro que pretendiam levar", disse um perito.



 

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