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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Amigos de carioca que será fuzilado na Indonésia pedem clemência pela internet







Brasileiro está preso há 11 anos por tráfico internacional Foto: Reuters
Roberta Hoertel

“Enquanto a justiça humana permanecer falível, o risco de execução de um inocente ou de um recuperável nunca pode ser eliminado.” Desta maneira amigos de Marco Archer Cardoso Moreira, de 50 anos, buscam colher assinaturas para a última solicitação de clemência ao governo da Indonésia pela vida do brasileiro, condenado ao fuzilamento por tráfico internacional de drogas. O pedido está sendo feito na internet desde março deste ano e já coletou mais de 600 assinaturas.

“Entendemos que a punição a que nosso amigo Curumim foi condenado é cruel e desumana.

A pena de morte: nega a possibilidade de reabilitação e reconciliação. Promove respostas simplistas para problemas humanos complexos. Prolonga o sofrimento dos entes queridos de um prisioneiro condenado. Desvia recursos e energia que poderiam ser melhor utilizados para trabalhar contra a criminalidade. É um sintoma de uma cultura de violência, e não uma solução para isso. É uma afronta à dignidade humana e deve ser abolida.”

Através da petição, os amigos pedem clemência e conversão da pena para prisão perpétua ou 20 anos de cadeia, o máximo aplicado no país, aliviando assim o sofrimento do brasileiro e um conforto aos familiares. “Pedimos uma segunda chance para Marco Archer”. A última chance de Curumim.

Durante a Rio +20 – conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, que reuniu chefes de Estado de todo o mundo – amigos de Curumim entregaram ao atual presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, um abaixo-assinado pedindo clemência ao brasileiro. Segundo amigos, o presidente foi receptivo e chegou a conversar com um integrante do movimento, sem se posicionar sobre o caso. Na internet, o abaixo-assinado chamado de “Free Curumim” (Curumim livre) continua aberto.

Durante os 11 anos que permaneceu detido na Indonésia, inúmeras medidas foram tomadas pelo governo brasileiro a fim de reduzir a pena de Curumim, que já havia esgotado seus pedidos judiciais. Na última quarta-feira, o procurador-geral da Indonésia, Andi Konggoasa anunciou que Marco passaria pelo pelotão de fuzilamento nos primeiros dias de julho. A última chance do brasileiro é Yudhoyono analisar o abaixo-assinado e converter sua pena.



Porteiro de brasileiro lembra último encontro
O porteiro Antônio Costa ainda lembra pequenos detalhes de seu último encontro com Curumim. Na última conversa disse apenas: “fica menino”, mas Marco Archer não ouviu. Viajou para a Indonésia, sem explicar o que iria fazer. Chegou a fazer alguns contatos por telefone, mas só voltou a aparecer nas capas de jornais, após ter sido preso e condenado por tráfico internacional de drogas.

No prédio onde morava, seu único vínculo é o porterio Antônio Costa. Há dois anos, Carolina Archer Pinto, mãe de Marco, morreu de câncer, sem ao menos saber da condenação do filho. Pouco tempo depois, seu único irmão também faleceu, por overdose. O apartamento onde vivia hoje é ocupado por um grupo de jovens, deixando saudades em Antônio.

- Vi esses meninos crescerem e a mãe fez de tudo por eles.

Segundo Antônio, o último encontro com Curumim aconteceu no dia de segua viagem a Indonésia. De malas prontas, passou pelo porteiro e anunciou: “tio, estou indo embora”. Antônio ainda tentou pedir que Marco ficasse, mas os esforços foram em vão. Alguns outros contatos foram feitos por telefone, mas Marco só voltou a aparecer quando foi preso, nas capas dos jornais.

- Ele tinha de tudo. Uma vez perguntei se ele estava se drogando e ele disse só ‘não uso isso não, tio. Estou vendendo’.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/amigos-de-carioca-que-sera-fuzilado-na-indonesia-pedem-clemencia-pela-internet-5304194.html#ixzz1yoUcwVnz



Crato N
 

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