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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Gasto do SUS com motociclistas cresce 113% em três anos

Trânsito
 
 
 
O número de atendimento a motociclistas dobrou em um período de três anos no Brasil, elevando os gastos com esse tipo de atendimento em 113% de 2008 a 2011. Os dados fazem parte de um levantamento inédito do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta-feira. O trabalho ainda mostra que, pela primeira vez, a mortalidade de motociclistas em acidentes supera a de pedestres e a de motoristas.
 
 
Segundo o estudo, o gasto com internações por acidentes com motociclistas pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passou de R$ 45 milhões em 2008 para R$ 96 milhões em 2011. O crescimento dos gastos acompanha o aumento das internações, que saltaram de 39.480 para 77.113 hospitalizados no período. 
 
 
De 2008 a 2010, o número de mortes por este tipo de acidente, de acordo com o levantamento, aumentou 21% — de 8.898 para 10.825 óbitos. Com isso, a taxa de mortalidade cresceu de 4,8 óbitos por 100 mil habitantes para 5,7 por 100 mil no período, superando as taxas de mortes de pedestres (5,1 óbitos por 100 mil habitantes) e de motoristas de carros, ônibus e caminhões (5,4 óbitos por 100 mil habitantes).
 
 
Os dados levantados apontam que os jovens são as principais vítimas. Cerca de 40% dos óbitos estão na faixa etária de 20 a 29 anos. Os homens representaram 89% das mortes de motociclistas (9.651 óbitos) em 2010.
 
 
Além do crescimento de fatores de risco, como excesso de velocidade e consumo de bebida alcoólica antes de dirigir, o incremento na frota de veículos também é citado como motivo para o aumento do número de acidentes, segundo o Ministério. A frota de motocicletas foi ampliada em 27% — de 13.079.701 para 16.622.937 veículos — no período, o que elevou a proporção, diante do total de veículos, de 24% para 25,5%.
 
 
 
 
PedraBoa
 

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