Trata-se de orientar o sistema de saúde a acolher a mulher decidida a fazer o aborto clandestino e dar a ela informação sobre riscos à saúde e métodos existentes.
 

A ideia é polêmica porque pode envolver a indicação de métodos abortivos considerados mais seguros que outros, como o uso de misoprostol – princípio ativo do remédio estomacal Cytotec, amplamente usado em abortos, apesar de ter venda restrita.
 

A ideia ainda está em fase de discussão interna, dentro de uma política maior de planejamento reprodutivo e combate à mortalidade materna. O mesmo modelo foi adotado pelo governo do Uruguai em 2004, como resposta ao alto número de mortes maternas decorrentes do aborto inseguro.
 

O jornalista Reinaldo Azevedo, em seu blog na Veja, faz duras críticas a essa iniciativa do Governo, ao que chamou de forma dissimulada de legalizar e patrocinar o aborto. “E o faz às escondidas, contra a vontade da sociedade”, enfatizou o jornalista.


 
 
Folha e Veja -Renascernews