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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ceará lidera ranking de fraudes online



 



Nos primeiros cinco meses deste ano, 3,88% das compras online com pagamento com cartão de crédito foram tentativas de fraude (Foto: Waleska Santiago/Diário do Nordeste)

O Ceará é o Estado brasileiro com o maior número de fraudes em compras no comércio eletrônico nacional, envolvendo a modalidade de pagamento com cartão de crédito. De cada 100 compras em lojas virtuais feitas por consumidores que indicam um endereço de entrega no Ceará, oito são apontadas como fraude ou tentativa de fraude, segundo avaliação da empresa ClearSale, que oferece aos lojistas um sistema de autenticação de compras na internet.

No ranking da ClearSale, a incidência de fraudes nas tentativas de compras online no Ceará supera a de outras unidades da Federação que também têm alto índice: Bahia (7%), Maranhão (6,71%), Distrito Federal (6,27%) e Pernambuco (6,22%). O cartão de crédito, foco da análise feita pela empresa, é a modalidade de pagamento mais utilizada no comércio eletrônico. No Brasil, segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, as operadoras de cartão de crédito estimam que os prejuízos causados por fraudes representem 4% do faturamento de uma loja virtual, dependendo do setor.

O trabalho de autenticação feito pela ClearSale procura evitar o uso indevido de dados de cartões por criminosos, decorrente de roubo das informações. Enquanto nas fraudes em lojas físicas o prejuízo fica com a operadora de cartão de crédito, no comércio eletrônico o risco da operação fica por conta do lojista. De acordo com Pedro Chiamulera, sócio-fundador da ClearSale, o alto volume de fraudes no Brasil se deve muito à criatividade do fraudador, que migrou do ambiente físico para o meio virtual.

“Hoje, existem quatro principais tipos de estornos no e-commerce: a fraude, quando o verdadeiro dono do cartão não fez a compra e está sendo prejudicado por isso; a auto-fraude, quando o verdadeiro dono faz a compra e dissimula que não a fez; a fraude amigável, quando pessoas próximas do verdadeiro dono fizeram a compra e não existe má fé; e, por fim, o desacordo comercial, que contempla todas as outras situações além dessas”, explica Chiamulera.

Os números do ranking de estados, obtidos com exclusividade pelo Diário do Nordeste, são resultado de uma infraestrutura tecnológica que funciona por trás do negócio online. Os dados são coletados pela ClearSale através de seu sistema que trabalha junto com alguns dos maiores sites do comércio eletrônico nacional – como Submarino, Americanas.com, Saraiva, Gol, Claro, Magazine Luiza, Ricardo Eletro e Carrefour.

No momento da compra nesses sites, um software de inteligência avalia mais de 150 variáveis que respondem sobre a probabilidade de ser uma fraude. A análise é feita em 300 milissegundos e nem chega a ser percebida pelo usuário que faz a compra à frente do computador. Mas, quando a probabilidade de fraude é alta, a compra fica pendente e vai para uma mesa de análise, onde a aprovação – ou recusa dela – é definida pela própria equipe do site ou da ClearSale.

Segundo a empresa, 18% costumam cair na avaliação manual. Nestes casos, o consumidor virtual pode ter de esperar até 48 horas pela aprovação de sua compra. Segundo a ClearSale, cerca de 2,5 milhões de análises são feitas por mês.

De acordo com o estatístico Omar Jarouche, coordenador e consultor de projetos na área de inteligência da ClearSale, a fórmula matemática por trás do software de análise de risco desenvolvido pela empresa leva em conta fatores como o endereço de entrega, o Estado de origem do documento de CPF e a localização do PC de onde foi originada a compra. “Trata-se de um trabalho preventivo que beneficia o lojista e o dono do cartão de crédito”, diz.
Descuido com cartão

Sobre o fato de o Ceará e boa parte dos estados da região Nordeste estarem entre os primeiros no ranking de fraudes, Jarouche afirma que os motivos a serem ponderados não passam de especulação. “Podemos fazer apenas especulações. É possível que no Ceará as pessoas sejam menos cuidadosas com seus cartões. Isso pode ter a ver também com educação financeira”, comenta. Com o aumento do índice de fraude no Ceará, o executivo confirma que, na análise, o fato de o consumidor avaliado ser deste Estado acaba influenciando no cáculo do risco. “Mas o impacto é só na demora da análise. Nunca cancelamos um pedido automaticamente”, diz.

Com um grande número de clientes de peso no e-commerce brasileiro, o sistema da ClearSale cobre 85% de todos os pedidos do comércio eletrônico nacional. Com isso, de cada dez pedidos, mais de oito já são de consumidores “conhecidos” pela empresa. Entretanto, o coordenador de projetos de inteligência da ClearSale afirma que não há riscos à privacidade dos consumidores usuários dos sites de comércio. “Nossos contratos limitam o cruzamento de dados”, afirma, enfatizando que a única informação trabalhada pelo sistema é voltada para a análise do risco de fraude. Jarouche também destaca que os dados são armazenados em servidores fora do país.

O executivo da ClearSale também quer tranquilizar os usuários de cartões de crédito quanto à segurança deste meio de pagamento. “O sistema é seguro. Basta ter atenção com seu cartão para não deixá-lo acessível a outras pessoas e proteger seu computador”, aconselha.
Cresce número de tentativas de golpes em 2012

As tentativas de fraudes em compras com cartão de crédito nas lojas da internet no Brasil vêm crescendo. Apesar disso, o número de golpes bem-sucedidos (sob o ponto de vista dos criminosos) apresenta uma diminuição. A constatação é de um estudo realizado pela empresa FControl, divulgado na semana passada.

Segundo o levantamento, nos primeiros cinco meses deste ano, 3,88% das compras online com pagamento com cartão de crédito foram registradas como tentativas de fraude. Entre janeiro e maio de 2011, o índice foi de 3,63%. Ao longo de todo o ano de 2010, a parcela atribuída a tentativas de fraude foi de 2,38% das transações.

Já os golpes concretizados nas compras online com cartão de crédito, de janeiro a maio deste ano, representaram perdas equivalentes a 0,24% do faturamento do setor. Em igual período do ano anterior, os prejuízos ficaram em 0,32% da movimentação financeira do setor. Em todo o ano de 2010, as perdas representaram 0,54% do faturamento. Em 2011, o comércio eletrônico movimentou R$ 18,7 bilhões no Brasil. Em 2010, a receita foi de R$ 14,8 bilhões. Para 2012, a previsão é de que o setor movimente R$ 23,4 bilhões.

De acordo com o estudo da FControl, a tendência de queda do volume de perdas também se verifica no cenário mundial, à medida que se tornam mais eficientes as tecnologias para limitar as ações dos criminosos. Em todo o mundo, o prejuízo resultante das fraudes foi de 0,9% sobre o faturamento total do setor, contra 1,2% em 2010, e 1,4% em 2009.
Incidência em 2011


1. Ceará: 8,18%
2. Bahia: 7,00%
3. Maranhão: 6,71%
4. Distrito Federal: 6,27%
5. Pernambuco: 6,22%
6. Pará: 6,12%
7. Amazonas: 5,20%
8. Rio Grande do Norte: 5,19%
9. Alagoas: 4,73%
10. Paraíba: 4,43%



Diário do Nordeste

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